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quarta-feira, 26 de maio de 2010

EM NOME DO PAI


Gerry era um pequeno delinqüente de Belfast, durante os anos 70. Depois de ir para a Inglaterra, é injustamente acusado como um dos quatro terroristas de Guildford, pegando prisão perpétua. Giuseppe Conlon, pai de Gerry, tenta ajudar o filho e também é condenado, mas pede ajuda à advogada Gareth Peirce, que investiga as irregularidades do caso. Gerry descobre, aos poucos, suas forças mais profundas para lutar contra tal injustiça.

"In the Name of the Father" (1993)


O filme inicia-se com o retratar do ataque bombista da IRA (Irish Republican Army) a um bar londrino em 1974. Faz-se negro o écran e surge a voz de Bono entoando o tema do filme. Estamos em finais dos anos 80. Enquanto viaja no seu automóvel, a advogada Gareth Pierce coloca no rádio a cassete em que Gerry gravou a sua história. E então a narrativa volta atrás no tempo levando-nos para as conturbadas ruas de Belfast (Irlanda do Norte) onde Gerry arranja sarilhos com as tropas britânicas. O confronto acaba por colocá-lo frente a frente com agentes da IRA, fartos das suas brincadeiras e pequenos roubos. Giuseppe, o sábio pai de Gerry, receia que alguma coisa lhe possa acontecer e resolve enviá-lo para Londres para a casa da Tia Annie Maguire, na esperança de que arranjasse algum emprego.

Gerry é um jovem rebelde que ignora os conselhos do pai e acaba por juntar-se a uma comunidade hippie onde se vive segundo os ideais da liberdade, do amor e…da droga. Mas o bom clima dura pouco e Gerry, juntamente com o seu amigo Paul são obrigados a deixar a comunidade, devido ao clima instável que se começara a gerar. Vagueiam sem dinheiro nas ruas de Londres, sem dinheiro nos bolsos, até que se dá o atentado ao bar. Gerry estava no lugar errado e à hora errada. Ele e quatro dos seus amigos são presos e torturados pelos agentes da polícia, que pressionados pelo próprio sistema que representam e pela indignação da opinião pública, querem à força encontrar os culpados. Obrigado a assinar uma confissão falsa, Gerry acaba por fazer com que o pai, a tia Annie e os filhos desta fossem presos e acusados de serem cúmplices. Surgem provas adulteradas e o juiz acaba por ordenar a prisão para todos. Levado para uma prisão de alta segurança, juntamente com o pai, o jovem acaba por descobrir no pai uma força interior que não julgava que existisse. Pouco a pouco deixa de lado o seu tom e atitudes de rapaz rebelde, iniciando com o pai uma luta contra a injustiça e tentativas para provar a sua inocência. Luta essa que duraria quinze longos anos.

(by Isabel Fernandes)

Irlanda do Norte - atentado - injustiça - bode expiatório - família - opinião pública


FONTE

A FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE SEGUNDO O BEHAVIORISMO RADICAL

     A visão do behaviorismo radical mostra similaridades acentuadas com o modelo interpessoal. Ambos rejeitam a existência de um "eu" interior que dirige a ação do outro. Reagem contra o pressuposto de que a personalidade é um "eu" que é responsável pela ocorrência de comportamentos (Skinner, 1998). Em uma linguagem behaviorista radical, pode-se definir o eu como um conjunto de respostas funcionalmente unificado, sendo que o importante é explicar a unidade funcional desse conjuntio estabelecendo as relações existentes entre estas respostas e suas variáveis de controle - estímulos discriminativos e consequências - (Ana Carolina Aquino de Sousa & Luc Vandenberghe, Interação em Psicologia, Curitiba, jul./dez. 2005, (9) 2, p. 381-390).
     Personalidade consiste no repertório comportamental de cada um e este é multideterminado. Skinner (1998) apontava a importância de entender os três níveis de seleção do comportamento: filogênese, ontogênse e a cultura. Esses três fatores se combinam e interagem durante toda a vida formando o que chamamos de personalidade. Ao nascer, apresentamos comportamentos inatos (reflexos). Mas desde o momento inicial as contingências começam a influenciar a probabilidade futura dos nossos comportamentos.
      podemos observar isso já nas primeiras interações de uma mãe com o seu bebê. Se a mãe espera a criança chorar para dar-lhe alimento, esta aprenderá que com o choro ganha comida. Entretanto, se a mãe a amamenta antes que chore, imaginando que pode estar com fome, o que a criança aprenderá será muito diferente - o alimento será, neste caso, contingente aos comportamentos que para a mãe são dicas de que o bebê está ou não com fome.
     Falar em personalidade significa apontar uma tendência a se comportar de uma dada maneira em função de uma história passada de reforço, que é individual. Refere-se, portanto, a um conjunto de comportamentos que ocorrem de forma consistente em muitas situações. Estes padrões são resultantes de um ambiente com contingências consistentes ao longo do tempo. Os pais, por exemplo, não mudam radicalmente na maneira de lidar com os filhos no dia-dia. A cultura valoriza e promove padrões rijos de comportamento porque é útil para predizer como vão se comportar e facilita a manutenção do funcionamento da sociedade. Há, entretanto, aquelas pessoas que adquirem padrões que não são adequadas do ponto de vista da cultura e que, por isso, podem ser transtornos de personalidade (Parker, Bolling, & Kohlenberg, 1998).


O QUE DIZEM AS PESQUISAS RECENTES

     Embora a causa do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não seja conhecida, tanto fatores genéticos quanto comportamentais são considerados como contribuintes para predispor os pacientes a sintomas e traços do transtorno. Estudos têm mostrado que muitos indivíduos bordelines, porém não todos eles, relatam uma história de violência, negligência ou separação quando crianças pequenas. De 40 a 71% dos pacientes com TPB contam terem sido vítimas de abuso sexual, geralmente por um não prestador de cuidados.
     Pesquisadores acham que o TPB decorre de uma combinação de vulnerabilidade individual ao estresse ambiental, negligência ou violência quando crianças pequenas e uma série de eventos que desencadeiam o aparecimento do transtorno quando adultos jovens. Os adultos com TPB também tem uma probabilidade de consideravelmente maior de serem vítimas de violência, incluindo estupro e outros crimes. Isso decorre tanto de ambientes prejudiciais como de impulsividade e mau julgamento ao escolher parceiros e estilos de vida.
     A pesquisa em neurociência financiada pelo NIMH (National Institute of Mental Health) está revelando mecanismos cerebrais subjacentes à impulsividade, instabilidade do humor, agressividade, raiva e emoção negativa vistas no TPB. Os estudos sugerem que as pessoas predispostas à agressividade impulsiva tem um distúrbio da regulação dos circuitos neurais que modulam a emoção. A amígdala, uma pequena estrutura amendoada profundamente no interior do cérebro, é um componente importante do circuito que regula a emoção negativa. em resposta a sinais de outros centros cerebrais indicando uma ameaça percebida, ela evoca medo acentuados sob a influência de drogas como álcool ou do estresse. Áreas na parte anterior do cérebro (área pré-frontal) atuam amortecendo a atividade desse circuito. Estudos recentes de aquisição de imagens cerebrais mostram que diferenças individuais na capacidade de ativar regiões do córtex cerebral pré-frontal consideradas como estando envolvidas na atividade inibitória predizem a capacidade de suprimir-se as emoções negativas.
      Serotonina, norepinefrina e acetilcolina estão entre os mensageiros químicos nesses circuitos que desempenham um papel na regulação das emoções, incluindo tristeza, raiva, ansiedade e irritabilidade. Drogas que estimulam a função da serotonina no cérebro podem melhorar os sintomas emocionais no TPB. Assim também, drogas estabilizadoras do humor que estimulam reconhecidamente a atividade do GABA, o principal neurotransmissor inibitório do cérebro, podem ajudar pessoas que apresentam oscilações do humor do tipo TPB. Essas vulnerabilidades de base cerebrais podem ser controladas com a ajuda de intervenções comportamentais e medicações a suscetibilidade ao diabetes ou à pressão alta.

Associação Brasileira de Psiquiatria

terça-feira, 25 de maio de 2010

Morbidade Psicológica

Agência Notisa

      A ligação entre o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), as memórias de pacientes da UTI (unidade de tratamento intensivo) e as práticas e dosagem de sedação foi a base de estudo europeu divulgado  pelo Journal of Intensive care Medicine. O estudo, realizado em hospitais do Reino Unido, Suécia, Itália e Noruega, com 230 pacientes em recuperação e pós-ventilados, acompanhados por 3 meses após a alta na UTI, mostra que o desenvolvimento de TEPT está relacionado a como os pacientes são atendidos durante o tratamento, impactando diretamente sobre a morbidade psicológica subsequente,. Segundo os autores, deve ser estudada futuramente essa ligação para verificar a maneira pela qual pacientes são sedados na UTI e como a restrição física é utilizada. Os fatores encontrados, relacionados ao desenvolvimento de TEPT, foram lembranças de memórias delirantes, sedação prolongada e restrição física sem sedação.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Que cor você usa?


Um estudo publicado pela revista americana Science revelou como as cores vermelha e azul interferem no seu dia a dia. Perigo, atenção, concentração e sensualidade: logo o vermelho lhe vem à mente. Tranquilidade, paciência, criatividade, segurança: o azul faz seu papel. Essas características, no entanto, alteram até que ponto as decisões? É possível que um árbitro de uma luta, por exemplo, dê vantagens ao competidor que está de vermelho? A cor de um time altera no placar de vitórias que ele teve?
Todas essas perguntas e mais algumas foram respondidas pelo estudo realizado pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Para testar se a cognição era alterada de acordo com a cor, 600 voluntários responderam testes com palavras, imagens ou objetos. Sobre uma tela de computador que mudava de cor, os voluntários realizaram as atividades que lhes eram solicitadas. Quando o vermelho predominou, os pesquisandos foram melhores nos testes de memorização e nos que exigiam atenção. Na vez do azul, os voluntários criaram vários brinquedos com as formas geométricas disponíveis e imaginaram utilidades inventivas para eles.
“O que o nosso levantamento indica é que somos guiados por uma associação cultural adquirida”, afirma a professora de Marketing e líder da pesquisa, Juliet Zhu. Dessa forma é feita a relação de atenção com o vermelho da placa “pare”, das ambulâncias e dos bombeiros, por exemplo.
Arte: Daniel Adjuto / Diálogos UniversitáriosVantagem nas competições?
Para fugir das associações culturais, os pesquisadores e antropólogos da Universidade de Durham, na Inglaterra, analisaram o azul e o vermelho nos esportes olímpicos. Durante as Olimpíadas de 2004, os pesquisadores ficaram de olho em quatro lutas: tae kwon do, luta livre, luta grecorromana e boxe. Para surpresa de todos, em 60% dessas competições, o atleta que usava vermelho ganhou a luta.
Esse mesmo fator é evidenciado nas partidas de futebol entre Internacional e Grêmio, os clássicos Grenais. Em todas essas partidas, o Internacional, de cor vermelha, ganhou 140 vezes, contra 118 do rival e azulado Grêmio. No festival de Parintins, a história não foi diferente. O boi Garantido venceu 27 vezes. O Caprichoso, de cor azul, venceu 16.
Para os pesquisadores, a explicação está no processo de evolução dos animais. O vermelho, no mundo animal, é considerado sinônimo de agressão, virilidade e Arte: Daniel Adjuto / Diálogos Universitáriosalto nível de testosterona. Os macacos mandris, por exemplo, intimidam pelo vermelho de sua face, ancas e genitália. O vermelho, portanto, amedronta o adversário.
Na Universidade de Münster, na Alemanha, o pesquisador Nobert Hagemann investigou o efeito das cores nas decisões de um árbitro de tae kwon do. Os árbitros foram colocados em uma sala que exibia competições entre atletas de azul e de vermelho. Cada juiz deveria dar pontuações aos atletas. Posteriormente, o mesmo vídeo foi colocado, mas com a cor dos equipamentos dos atletas trocada. Quem estava de azul passou a ser vermelho e vice-versa. Da mesma forma, os árbitros assistiram a luta e deram pontos aos competidores. O resultado surpreendeu: os atletas de vermelho receberam 13% a mais de pontos que os de azul.
A explicação se deu mais uma vez pela identificação do vermelho com agressão, dominação e perigo. Desta vez, porém, da parte dos árbitros com os atletas.
 
Quente, quente...

Uma das características mais marcantes do vermelho é a identificação com a sensualidade. Mulheres vestidas de vermelho atraem mais atenção que vestidas de outras cores? Para responder a essa pergunta, o psicólogo Andrew Elliot da Universidade de Rochester, nos EUA, aplicou uma pesquisa.
Foram mostradas fotografias de mulheres com vestimentas coloridas digitalmente a um grupo de homens. Enquanto as fotos iam passando, eram feitas perguntas como “Quão bonita você acha essa pessoa”, “Você a convidaria para sair” ou “Quanto você gastaria em uma noite com ela”. Comparadas às fotos de mulheres com vestimentas de outras cores, as moças de vermelho foram muito mais desejadas e arrancaram muito mais dinheiro dos voluntários da pesquisa.
Escolha você mesmo
De acordo com as pesquisas, portanto, o azul é utilizado para ativar a criatividade, dar sensação de segurança, passar tranquilidade e a ideia de liberdade. Agências de publicidade, hospitais, clínicas geralmente possuem essa tonalidade ou para estimular a criação ou para tranquilizar os pacientes.
O vermelho é usado em locais que requerem atenção, como placas de trânsito, carros de bombeiros, ou para exaltar a sensualidade, como sites sensuais, lingeries... Uma dica: na hora de estudar, prefira fazer anotações importantes com caneta de tinta vermelha, pois as informações chamarão mais atenção e serão mais fáceis de serem guardadas em sua memória.

sábado, 22 de maio de 2010

A Corrente do Bem


A Corrente do Bem

SINOPSE
Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida.

Cursos - Maio

Data:.
Dias 14 (19 às 22h) e 15 de maio (8h às 12h/14h às 18h)
Local:
IEPS (Tv. Alferes Costa, 1788 entre Marquês e Pedro Miranda)
Inscrições:
Lúcia (8212-3912); Bernardo (8146-3450); Thiago (8128-1257); Anne (8405-9249); Diego (8873-2724); Marcos (8235-4467)
Ministrante:
Profa. Elisa Maria Perina
Data:
20 de maio (quinta-feira) de 19h às 22h
Local:
Auditório ESAMAZ (Campus Arcipreste Manoel Teodoro, n. 820, próx. Hosp. Guadalupe)
Pré-inscrições:
www.ieps-pa.com.br 
Fones: (91) 3276-9021 / 8136-5323 / 8836-0588 / e-mail: ieps-pa@ibest.com.br

"O Grito" e sua possível interpretação

munch.scream



O Grito (no original Skrik) é uma pintura do norueguês Edvard Munch, datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci.

A fonte de inspiração d’O Grito pode ser encontrada na vida pessoal do próprio Munch, um homem educado por um pai controlador, que assistiu em criança à morte da mãe e de uma irmã. Decidido a lutar pelo sonho de se dedicar à pintura, Munch cortou relações com o pai e integrou a cena artística de Oslo. A escolha não lhe trouxe a paz desejada, bem pelo contrário. Munch acabou por se envolver com uma mulher casada que só lhe trouxe mágoa e desespero e no início da década de 1890, Laura a sua irmã favorita, foi diagnosticada com doença bipolar e internada num asilo psiquiátrico. O seu estado de espírito está bem patente nas linhas que escreveu no seu diário:

Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta– havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fjord e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza.

Munch imortalizou esta impressão no quadro O Desespero, que representa um homem de cartola e meio de costas, inclinado sobre uma vedação num cenário em tudo semelhante à da sua experiência pessoal. Não contente com o resultado, Munch tentou uma nova composição, desta vez com uma figura mais andrógina, de frente para o observador e numa atitude menos contemplativa e mais desesperada.

 Tal como o seu percursor, esta primeira versão d’O Grito recebeu o nome de O Desespero. Segundo um trabalho de Robert Rosenblum (um especialista da obra do pintor), a fonte de inspiração para esta figura humana estilizada terá sido uma múmia peruana que Munch viu na exposição universal de Paris em 1887.

O quadro foi exposto pela primeira vez em 1903, como parte de um conjunto de seis peças, intitulado Amor. A ideia de Munch era representar as várias fases de um caso amoroso, desde o encantamento inicial a uma rotura traumática. O Grito representava a última etapa, envolta em sensações de angústia.

A recepção crítica foi duvidosa e o conjunto Amor foi classificado como arte demente (mais tarde, o regime nazista classificou Munch como artista degenerado e retirou toda a sua obra em exposição na Alemanha). Um crítico considerou o conjunto, e em particular O Grito, tão perturbador que aconselhou mulheres grávidas a evitar a exposição. A reação do público, no entanto, foi a oposta e o quadro tornou-se em motivo de sensação. O nome O Grito surge pela primeira vez nas críticas e reportagens da época.

Munch acabou por pintar quatro versões d’O Grito, para substituir as cópias que ia vendendo. O original de 1893 (91x73.5 cm), numa técnica de óleo e pastel sobre cartão, encontra-se exposto na Galeria Nacional de Oslo. A segunda (83,5x66 cm), em têmpera sobre cartão, foi exibida no Munch Museum de Oslo até ao seu roubo em 2004. A terceira pertence ao mesmo museu e a quarta é propriedade de um particular. Para responder ao interesse do público, Munch realizou também uma litografia (1900) que permitiu a impressão do quadro em revistas e jornais.

Interpretação do quadro

Vemos ao fundo um céu de (cores quentes), em oposição ao rio em azul (cor fria) que sobe acima do horizonte, característica do expressionismo (onde o que interessa para o artista é a expressão de suas ideias e não um retrato da realidade). Vemos que a figura humana também está em cores frias, azul, como a cor da angústia e da dor, sem cabelo para demonstrar um estado de saúde precário. 

Os elementos descritos estão tortos, como se reproduzindo o grito dado pela figura, como se entortando com o berro, algo que reproduza as ondas sonoras. Quase tudo está torto, menos a ponte e as duas figuras que estão no canto esquerdo. Tudo que se abalou com o grito e com a cena presenciada está torto, quem não se abalou (supostamente seus amigos, como descrito acima) e a ponte, que é de concreto e não é "natural" como os outros elementos, continua reto.
A dor do grito está presente não só no personagem, mas também no fundo, o que destaca que a vida para quem sofre não é como as outras pessoas a enxergam, é dolorosa também, a paisagem fica dolorosa e talvez por essa característica do quadro é que nos identificamos tanto com ele e podemos sentir a dor e o grito dado pelo personagem. Nos introjetamos no quadro e passamos a ver o mundo torto, disforme e isso nos afeta diretamente e participamos quase interativamente da obra.

Há também outra interpretação para o quadro "O Grito". Na verdade, Munch colocou no quadro o desespero de pessoas de uma ilha onde ocorreu um Tsunami e uma erupção vulcânica (essa ilha era um ilha vulcânica).É por isso que podemos ver o céu todo laranja, representando a erupção vulcânica, e o rio, representando o Tsunami.